quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Onde Está Deus?

Era maio de 2001 e as estrelas cintilavam naquela noite fria de outono. Eu estava na sacada de minha casa, observando cada ponto, cada mistério desse infinito universo. A pergunta foi inevitável. Onde está Deus?
Muita gente, contenta-se em admitir que Deus existe, colocando-se assim em posição segura, do lado dos anjos. Entretanto, andam todos espiritualmente famintos, porque têm a impressão de que ainda não conheceram Deus pessoalmente. Aguardam o dia feliz em que alguém ou alguma coisa provoque uma apresentação formal; esperam que Deus talvez lhes diga: “Ah, aí está você! Eu andava ‘a sua procura.” E eles resmungarão contentes: “Já tinha ouvido falar tanto a Seu respeito!”
Entretanto, todo cristão cresce com a idéia de que Deus está dentro dele. “Estará? Onde? Por que não é um pouco mais evidente, para que eu possa senti-lo melhor? Se Deus está dentro de mim, por que me sinto tantas vezes tão insatisfeito comigo mesmo?"
A busca de uma experiência religiosa é uma das mais empolgantes que o espírito humano pode empreender; na realidade, o espírito amadurecido que não consegue ter essa experiência acaba sempre profundamente perturbado e insatisfeito, abatido por sentimentos de vazio e do absurdo do tempo perdido. Só os tristes e lamurientos podem por em dúvida que essa sede de sentimentos, de puro interesse na vida, tem suas origens além da vaidade, além de um desejo pessoal de “salvação”. Sua origem pertence à própria natureza de estar vivo. E é aqui que temos o contato real com o supremo: Na vida!
Cada um de nós tem de chegar ao seu sentimento de devoção por seu próprio caminho, com o auxílio que lhe dêem as doutrinas de seus pais, a igreja e a sociedade. Mas para nós, produtos do mundo globalizado, se a religião significa alguma coisa, neste mundo e nesta época, significa que há algo de bom, não só nos propósitos do Universo, mas também em nós mesmos.
Qual é esse bem? Devemos nós (agora) ser perfeitos no amor de Deus e do próximo para encontrá-lo? Mas estes são fins e não começo. Sem dúvida precisamos ir primeiro ao nosso começo, onde o ansioso e o frágil, o mal sucedido e o batalhador principiam como iguais; ao lugar onde são regados todos os grandes sentimentos, as nascentes reais do ser. Basta certamente pôr as mãos na maravilha que arde no centro de todas as coisas vivas: a vida é preciosa e eu estou vivo.
Isto é, com efeito, uma imensa maravilha. Mesmo as pessoas que consideram a vida detestável, se tornam presa desse tenaz e interesseiro processo de permanecer vivo. Mesmo aqueles que dão cabo a própria vida, dariam tudo no derradeiro momento da linha divisória entre a vida e a morte, para que aparecesse alguém para lhe salvar do erro final. O curioso, porém, é que as nossas vidas são tão confusas e compostas de coisas tão alheias ao próprio ser, de ambientes, deveres, condições atmosféricas, que as vezes se torna necessário parar – parar inteiramente - e voltar a atenção para dentro, lembrando a nós mesmos que estamos no ato de viver.
A consideração por este ato simples, a ternura por ele, a alegria dele nunca devem estar muito abaixo da superfície de nossa consciência, pois é um ato que se desenrola no centro do nosso ser, um lugar muito verde e muito sagrado. O lugar onde podemos estabelecer uma experiência pessoal com Deus. Se mergulharmos a nossa consciência abaixo de nossas condições e preocupações exteriores, mais fundo do que o lugar onde guardamos nossa história particular e nossos sonhos particulares, mais fundo do que o problema mais profundo que conhecemos, chegaremos afinal a um lugar onde não resta nada do “eu”, nada, absolutamente nada – apenas a vida. Ali a vida salta e é colorida de prata. Um sussurro nos enche os ouvidos, mas logo se interpreta como um vigoroso coro de sons. É ali que podemos definir o que vale a pena na existência. Definir o prazer de ter Paz. De viver no amor. Do verdadeiro valor que tem um filho e como esse valor é infinitamente maior do que qualquer coisa material. É ali que podemos perceber o tesouro que é ter e fazer uma família feliz. Lá está o som da água corrente, o murmúrio de coisas viçosas plantadas na terra úmida, brotando sem esforços em direção ao céu. Das gargantas de 100 pássaros parte o canto: "Estamos vivos.” Lá descobrimos que é impossível um universo tão complexo, tão completo, tão mágico, sem a existência de um criador supremo, com monumental aspiração, para dar existência à vida. Nesse momento da maior solidão, do mais solene confronto entre o ser nu, é que mais sentimos parte de um todo.
É esse lugar onde se fazem sentir o poder e a glória divina. É esse o lugar onde passamos a acreditar que não só queremos viver, mas também estamos destinados a viver. Pena que na loucura desse mundo, na maioria das vezes chegamos ao fundo do poço e não chegamos a tal lugar. Por isso, tantas famílias e vidas destruídas. Por isso tanto valor as drogas e aos excessos. Por isso tanta depressão e tanto desgosto.
Considero que na vida há duas linhas. Na primeira está o amor e tudo o que vai além do mundo e que é indispensável. Um filho, uma família, a paz, a liberdade, a consciência tranqüila. Está o lugar profundo citado anteriormente. Na segunda, estão as coisas que mesmo sendo importantes, podemos deixar de lado se acaso o caminho exigir. É preciso saber viver para conhecer esse valor que há no fato de termos VIDA. Quem conhece esse tesouro que é viver, sabe onde está DEUS. Ou seria contrário? Quem sabe onde está Deus, conhece o tesouro que é viver? Bem... Deus fez tudo. Está em toda a parte em volta de nós, em todas as coisas vivas. Basta-nos crer.


Cleiton Basso
Palestrante motivacional e de relacionamento humano
Palestra de Motivação.
Nossos sites:
www.cleitonbasso.com.br
www.anacletobasso.com.br

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Palestra de Motivação

Do site: http://www.cleitonbasso.com.br/ do palestrante motivacional Cleiton Basso

Uma palestra simplesmente surpreendente.
Qualidade de vida na família e seus reflexos na vida profissional.
Palestra ideal para empresas, prefeituras, escolas, associações, entidades e toda organização que trabalha com o ser humano, promovendo profundas reflexões sobre o nosso jeito de ver e encarar as pessoas e os fatos e como moldamos através de nossos exemploes a vida dos que nos cercam.
"Emoção do Princípio ao Fim!
O palestrante Cleiton Basso afirma: "Essa é uma palestra que fala de vida, fala de amor, fala de família, de trabalho. Um profundo estudo foi desenvolvido visando preparar essa palestra. Não tenho dúvida de que além de ser belissíma, é uma palestra que trará muitos benefícios ao ser humano e a toda a organização."
Contrate: (46) 3536-6180
Confira também www.anacletobasso.com.br